Um mapa onde a comunidade LGBTQIA+ diz quanta cor tem cada bar, café e balada — e guarda, sem nome, o que não deveria ter acontecido na rua.
Curitiba, Recife, João Pessoa e Joinville · Android · aprovado pelo Google Play, em teste fechado
Apresentação · setembro de 2026
“Nesse bar pode. Nessa rua, de noite, não.”
Todo mundo da comunidade já respondeu isso para um amigo. A informação existe — só que presa no boca a boca, e morre a cada conversa.
descobre tudo de novo, do zero, às vezes do pior jeito.
conta para três pessoas e a informação para ali. Sem registro, não existe mapa.
qualquer lugar cola um. Se ele vale, só quem esteve lá sabe dizer.
A Irisa transforma isso em algo que fica: dito por quem viveu, guardado sem nome, lido por quem vem depois.
O Brasil é, há mais de uma década, o país que mais mata pessoas trans no mundo, segundo os dossiês anuais da ANTRA.
A maior parte das agressões verbais, ameaças e discriminações nunca vira boletim de ocorrência. Sem registro, não existe mapa.
Não há hoje um app brasileiro ativo que junte relatos anônimos e avaliação de lugares acolhedores num só mapa.
Os apps existentes ou só mapeiam violência (TODXS, Dandarah) ou só listam lugares (QLIST, global). Os que tentaram os dois foram descontinuados.
No dia a dia, o gesto mais comum não é denunciar. É sair de um lugar e dizer quanta cor ele tinha.
Lugares com nota de acolhimento
Bares, restaurantes, baladas, cafés e serviços avaliados pela comunidade em quatro eixos, com selo legível e alerta quando há relato por perto. Lista com busca, filtro por categoria e ordem por distância.
Relatos anônimos de LGBTIfobia
Tipo, gravidade, data e ponto no mapa. Em um minuto. Viram zonas de atenção e ranking de bairros, atualizados em tempo real.
Os dois lados se encontram na tela: a ficha do bar mostra os relatos da região antes da nota, e o relato que aponta o lugar desconta dela. O que aconteceu na rua informa sem acusar o estabelecimento. Mais mural de apoio, serviços de acolhimento por cidade e botão de emergência com 190, 192, Disque 100 e CVV 188 em todas as telas.
O app não pergunta quantas estrelas. O arco-íris deixa de ser adesivo na vitrine e vira instrumento de medida: quatro perguntas de 1 a 5, respondidas por quem esteve lá, com peso maior onde o risco é maior.
A equipe te tratou bem? Sem constrangimento, sem olhar torto, sem insistir no "senhor".
Dava para ficar à vontade com quem você ama? De mãos dadas, um beijo, sem plateia.
Usou o que quis, sem ser questionade.
E as outras pessoas no ambiente? Quem estava em volta, não a equipe.
"Opiniões divididas" existe porque o acolhimento muitas vezes depende de quem está no turno.
Um relato é fato + local + apoio. Sem nome, sem perfil, sem ninguém sabendo quem escreveu — nem a moderação.
Gravidade baixa, média ou alta. Data. Descrição livre, opcional. E, se a pessoa quiser dizer: onde foi (rua, praça, transporte, dentro de um lugar) e quando (madrugada, manhã, tarde, noite).
O botão pulsante no cabeçalho disca direto. Abaixo dos nacionais, os serviços da cidade: centro de referência LGBT, casa de acolhimento, ONG local, orientação jurídica.
Mural de apoio da comunidade (dica de segurança, acolhimento, pedido de ajuda) e a lista de serviços por cidade — Curitiba, Recife, João Pessoa e Joinville já têm os locais cadastrados. Quem passou por algo não sai do app com um formulário na mão: sai com um telefone para ligar.
Quem vai sair hoje não quer caçar alfinete: a aba Lugares lista por distância, com busca e filtro. Registrar virou o botão vermelho do Início e do Mapa.
Fachada do Google Places, com crédito de quem fotografou. Sem foto, o ícone da categoria em cor cheia. Cota travada na faixa gratuita.
Na ficha, o alerta da região aparece acima da nota: informação de segurança não espera a pessoa rolar a tela. “Como chegar” entrega a rota ao app de mapas do celular.
Oito cidades já abrem com lugares reais — sem nota e sem selo, esperando a comunidade. Ninguém instala um app para ver tela vazia.
Rua, praça, transporte ou dentro de um lugar; madrugada ou noite. Opcionais de propósito: quem registra acabou de passar por violência, e um toque a mais nesse momento não vale o dado.
Relato a 80 m de um bar não mexe na nota do bar. A região ganha nível de atenção próprio; a nota do lugar só responde pelo que acontece dentro dele.
Duas gramáticas no mesmo mapa. Nenhuma julga a outra — quem lê decide.
Quatro perguntas de quem esteve lá. A nota é do estabelecimento, e só o que acontece dentro dele mexe nela.
Fato + local + apoio. Se foi perto de um bar, paciência: a rua perde confiança, o bar não perde nota. Silêncio também não vira selo de segurança — sem relato, o app não diz nada.
Onde os dois lados se encontram: o que foi relatado na área — por tipo, onde e quando — e os lugares acolhedores dela. É o documento que um coletivo leva à subprefeitura pedindo ronda e iluminação.
A conta existe para barrar spam e relatos falsos. O vínculo entre pessoa e relato fica só no banco e nunca é exibido, nem para a moderação.
Ninguém lê a tabela de relatos diretamente. O app só enxerga uma visão sem autor, protegida por regras por linha no banco (RLS).
Relato de hoje ou de ontem aparece com precisão de ~100 m, porque a vítima pode ainda estar no local. Depois, a posição exata.
Um toque no Perfil. Os relatos continuam ajudando o mapa, sem nenhum vínculo. Avaliações e curtidas são apagadas.
Denúncia em todo conteúdo, ocultação automática com 3 denúncias, limites diários por conta, fila de moderação humana.
Política de privacidade e termos escritos, dados na região de São Paulo, nada é vendido ou compartilhado.
| App | Relatos anônimos | Lugares avaliados | Nota cruzada com relatos | Situação |
|---|---|---|---|---|
| Irisa | Sim | Sim, 4 eixos | Sim | Em teste fechado, Android |
| Dandarah (Fiocruz/ANTRA) | Sim | Marcação simples | Não | Projeto de pesquisa, PWA |
| TODXS | Sim | Não | Não | Ativo, foco em denúncia e leis |
| QLIST | Não | Sim, 1 nota | Não | Global, pouca cobertura no Brasil |
| By Concierge · Espaço Livre | Parcial | Parcial | Não | Descontinuados |
A parte colorida do olho. É ela que decide quanta luz entra.
A deusa grega que descia pelo arco-íris levando recado. Um relato anônimo é isso: um recado sem remetente.
Verbo: dar cores de arco-íris. Irisa é o presente — a cidade irisa quando alguém conta o que viu.
Sem bandeira no ícone, sem sigla no nome: quem ainda não saiu do armário empresta a tela e deixa a notificação acender na mesa do almoço.
App de segurança costuma ser preto com vermelho. Este é claro, em papel, porque metade do que ele faz é elogiar lugar bom.
Coral é risco, turquesa é acolhimento. O mapa se lê antes da legenda.
Cada acento tem uma versão clara para preencher e uma escura para escrever, no contraste AA.
"Quanta cor tem aqui?" na loja. Na ficha, "Quanta cor tem esse lugar?".
React Native com Expo (iOS e Android com o mesmo código), Supabase (Postgres com PostGIS na região de São Paulo), mapas MapLibre com tiles gratuitos. Testes automatizados do banco a cada alteração.
Infraestrutura no plano gratuito, suficiente para os primeiros milhares de usuários. Sem chave paga de mapa e com a cota de fotos do Google travada na faixa gratuita: R$ 0 por mês.
Conta criada, ficha da loja, classificação etária e formulário de segurança de dados preenchidos. Build de produção enviado.
Em andamento: 12 pessoas da comunidade usando por 14 dias seguidos, exigência do Google para liberar a publicação.
Curitiba, Recife, João Pessoa e Joinville. Cidades onde já existe gente disposta a avaliar os primeiros lugares — é o que faz o mapa sair do zero. Em Curitiba, com Grupo Dignidade e Centro de Cidadania LGBTQIA+.
Demais capitais, serviços de apoio por cidade, dados agregados para organizações e poder público. iPhone depois, quando a Play Store devolver o primeiro retorno de uso real.
Sem uma organização que já esteja há anos nesse trabalho, a Irisa é só um app bonito. Com ela, é instrumento.
Quanta cor tem aqui?
Feita pela comunidade, para a comunidade. Anônima por construção. Começa em Curitiba, Recife, João Pessoa e Joinville.
Em teste fechado no Android. Para entrar no grupo de testadores, propor parceria ou só conhecer o projeto:
appirisa@gmail.com · alyssonfigueiredo.github.io/BEESAFE